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Cyberscore: avaliação indica a maturidade de empresas em cibersegurança

A cibersegurança é considerada uma prioridade em quase todas as grandes empresas hoje em dia. O problema é que nem sempre a área técnica consegue traduzir as necessidades de investimento de forma a convencer o conselho de administração a liberar recursos para essa finalidade. Para resolver esse problema o Security Design Lab, laboratório de segurança cibernética fundado pela brasileira Sikur dentro do Instituto Mediterrâneo de Risco, Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (IMREDD), na França, desenvolveu o Cyberscore, uma avaliação para medir a maturidade de empresas em segurança digital.

A partir de um questionário online respondido por cada empresa com a ajuda de uma consultoria certificada é atribuída uma pontuação de 0 a 100 para a maturidade em segurança digital da respondente. Essa pontuação é apresentada graficamente dividida em cinco faixas (A, B, C, D e E) com cores diferentes, similar à medição da eficiência energética em eletrodomésticos. 

Dependendo da área de atuação da empresa avaliada, o questionário é diferente. Ao todo, há seis avaliações, para seis tipos diferentes de atuação: IoT B2B; IoT B2C; telecom; serviços financeiros; saúde; e demais corporações. Para a elaboração de cada questionário foram levadas em conta diversas leis nacionais, como LGPD e GDPR, e normas de adequação estabelecidas por organismos internacionais, como NIST, UK National Cyber Security Centre, OWASP, FIDO, HIPAA, ANSSI, ETSI e Anatel.

“É necessário ter um entendimento técnico para responder o questionário. Geralmente isso fica a cargo de CIOs e CISOs. Dependendo do questionário, essa tarefa pode levar de 1 hora a 2,5 horas”, estima Alexandre Vasconcelos, diretor Latam do Security Design Lab, em conversa com Mobile Time.

Depois de respondido o questionário, o Cyberscore devolve em poucos segundos um relatório detalhado com a pontuação da empresa e sugerindo um plano de ação composto por uma série de medidas classificadas como críticas, importantes ou desejáveis.

Entre as consultorias certificadas, o Cyberscore já conta com Bidweb, Embratel, Fit (Flextronic Institute Technology), Inatel e Instituto Eldorado. Recentemente, a Abrasca (Associação Brasileira das Companhias Abertas) anunciou que fará um relatório setorial sobre o status de cibersegurança de seus associados com base no Cyberscore, tratando os dados de forma consolidada.

Fonte: Mobile Time

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Projetos de inovação em telecom receberão R$ 1,15 bilhão do Funtell

Conselho Gestor do Fundo para o Desenvolvimento Tecnológico das Telecomunicações (Funttel) autorizou o repasse de R$ 1,15 bilhão, entre 2023 e 2025, para financiamento de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em telecomunicações. As resoluções foram publicadas nesta terça-feira, 4, no Diário Oficial da União.

Os recursos são destinados a linhas de crédito para a expansão de redes, ampliação da capacidade produtiva de fabricantes nacionais e para projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação e são repassados aos Planos de Aplicação de Recursos da Fundação Centro de Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações (CPqD), da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Para 2023, o investimento é de R$ 316,3 milhões. Já para 2024 e 2025, os repasses serão de R$ 424,8 milhões e R$ 418,6 milhões, respectivamente.

Para o BNDES, serão enviados R$ 686,3 milhões, sendo R$ 186 milhões ainda em 2023. O montante será destinado, inclusive, para programas de aquisição, comercialização e exportação de equipamentos com tecnologia desenvolvida no Brasil e soluções de Internet das Coisas (IoT).

Já a Finep receberá R$ 411,8 milhões do Funttel, sendo repassado R$ 111 milhões neste ano. Dentre os projetos que poderão ser financiados estão aqueles que desenvolvem soluções tecnológicas voltadas para infraestrutura de rede e de novos produtos, processos e serviços potencializados pela tecnologia 5G.

Por fim, o Conselho Gestor do Funttel aprovou o repasse de R$ 61,6 milhões para a Fundação CPqD, que servirão para a contratação de dois novos projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação em 2023.

O primeiro é para o desenvolvimento de novas tecnologias em transmissão óptica que visa ampliar a conectividade fora dos grandes centros urbanos. O segundo é o Projeto 5G Saúde, que envolve a aplicação de soluções tecnológicas avançadas – como inteligência artificial, Internet das Coisas e blockchain – em estabelecimentos de saúde.

Gestão de risco do fundo

O Conselho Gestor do Funttel aprovou em novembro de 2022, a política de gestão de riscos do fundo setorial. A operacionalização da gestão de riscos segue a Metodologia de Gestão de Riscos do Ministério das Comunicações (MCom) e contempla etapas como o entendimento do contexto do risco, no qual são identificados os objetivos relacionados ao processo organizacional e definidos os contextos externo e interno a serem levados em consideração ao gerenciar riscos; a identificação de riscos, em que são identificados possíveis riscos para objetivos associados aos processos organizacionais; e análise de riscos, na qual são identificadas as possíveis causas e consequências do risco.

A resolução do Conselho do Funttel diz que a gestão de risco envolve um arcabouço que compreende princípios, objetivos, estrutura, competências e processos necessários para controlar a organização no que se refere a riscos e a oportunidades.

Fonte: Teletime